Da redação
O presidente Donald Trump criticou aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) durante a cúpula da aliança na Turquia e dedicou insatisfação particular à Espanha. Trump declarou que ordenou o corte de laços comerciais com Madri, alegando que o país “é um terrível parceiro na Otan” e justificou as queixas pela falta de colaboração espanhola com os Estados Unidos em questões militares.
Segundo relato da agência de notícias Reuters, Trump não repetiu seus comentários mais contundentes em sessão fechada com chefes de Estado. Reafirmou, porém, o interesse de manter os Estados Unidos na Otan, informando que continuará vendendo armas à aliança, inclusive para países que apoiam a Ucrânia na guerra contra a Rússia. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou que a aliança “está mais forte do que nunca”, sendo acompanhado por outros líderes, como Friedrich Merz, da Alemanha, e Giorgia Meloni, da Itália.
O governo da Espanha minimizou a ameaça de corte comercial, afirmando que as relações econômicas e culturais entre os países são definidas por suas empresas, não por decisões governamentais. Trump já havia manifestado insatisfação semelhante em março, após o governo espanhol impedir o uso de bases militares no Mediterrâneo em operações contra o Irã. De acordo com dados recentes, os Estados Unidos registraram superavit comercial de US$ 4,8 bilhões com a Espanha em 2025.
Durante a cúpula, temas como o apoio militar à Ucrânia e novas metas de investimento em defesa dominaram as discussões. Segundo a Otan, os Estados bálticos e a Polônia foram os maiores investidores proporcionais em defesa neste ano, com Lituânia e Estônia ultrapassando 5% do Produto Interno Bruto (PIB). A Groenlândia voltou a ser pauta após Trump mencionar o interesse dos Estados Unidos pela ilha, provocando reação da primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen.




