Da redação
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) embarcou dos Estados Unidos para o Brasil após adiar o retorno em um dia para participar de reuniões em Washington sobre possíveis novas tarifas que o governo de Donald Trump cogita impor ao Brasil. Flávio afirmou que buscou influenciar o governo americano a não taxar o país, declarando: “Fui conversar com algumas pessoas para tentar influenciar o governo a não tarifar o Brasil”.
Durante a viagem, Flávio evitou contato com a imprensa e prestou depoimento ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), órgão que sugeriu o novo tarifaço de 25%. O senador defendeu que a medida poderia beneficiar politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, criticando a ausência de representante do Itamaraty na audiência e afirmando que a administração federal está sendo omissa, enquanto o governo alegou que a sessão seria voltada ao setor privado, sem restrição à participação política.
Após o depoimento no USTR, a Presidência divulgou nota repudiando a atuação de Flávio, acusando-o de legitimar “uma investigação injusta” contra empresários e trabalhadores brasileiros, em vez de contestar as alegações americanas para o tarifaço. Flávio, por sua vez, declarou apenas que deseja o cancelamento das tarifas. Sua assessoria esclareceu que ele não concederia entrevistas após o compromisso.
A conduta do parlamentar durante a viagem recebeu críticas inclusive de aliados. O empresário e influenciador Paulo Figueiredo questionou o tempo de resposta pública do senador, avaliando que a demora compromete o engajamento. O youtuber Kim Paim, por sua vez, afirmou que a pré-campanha de Flávio não oferece material suficiente para divulgação.




