Da redação
O Conselho de Segurança das Nações Unidas realizou uma reunião de emergência solicitada pela Ucrânia após ataques em larga escala com mísseis e drones atingirem áreas civis em várias regiões do país. De acordo com Rosemary DiCarlo, subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz, os bombardeios recentes em Kyiv e outras cidades provocaram mortes e destruição de edifícios residenciais.
Segundo DiCarlo, a região de Kyiv foi alvo de dezenas de mísseis balísticos, de cruzeiro e hipersônicos, além de centenas de drones, resultando em pelo menos 28 mortos, incluindo um menino de 12 anos. Ela declarou que “estes ataques mostram um padrão claro”, tendo como foco centros urbanos populosos. DiCarlo também informou que a Ucrânia tem realizado ofensivas com drones contra infraestruturas petrolíferas, industriais e militares em território russo, e pediu o uso pleno de instrumentos diplomáticos para reduzir as tensões.
Indrika Ratwatte, vice-secretário-geral interino da ONU para Assuntos Humanitários, afirmou que os ataques em Kyiv destacam o impacto crescente da guerra sobre os civis; ele ressaltou a necessidade urgente de assistência humanitária, acesso seguro e financiamento. Ratwatte manifestou preocupação com relatos de danos a civis na Rússia, observando que a falta de monitoramento da ONU não elimina a gravidade dessas informações.
A Organização Mundial da Saúde informou que quase 70% da população da Ucrânia apresentou piora no estado de saúde desde o início da invasão em larga escala pela Rússia. Conforme a agência, são frequentes distúrbios do sono, dores de cabeça, ansiedade, depressão, estresse pós-traumático e aumento de doenças crônicas.




