Da redação
Uma equipe de engenheiros de São José dos Campos realizou, em Virgínia, Minas Gerais, o lançamento do FTL-Perseu, primeiro foguete brasileiro impulsionado apenas por propulsão líquida desde a decolagem. O feito foi alcançado pela startup Bizu Space e é considerado estratégico para futuras missões espaciais.
Segundo Arthur Bahdur, engenheiro aeroespacial e CEO da Bizu Space, a principal diferença entre os motores líquido e sólido está no controle e na precisão: “enquanto o motor sólido é semelhante a uma bomba controlada, o motor líquido se assemelha a um veículo com acelerador totalmente ajustável”. O foguete foi recuperado com sucesso após o lançamento, que utilizou sistema de paraquedas e rastreamento.
A propulsão líquida, conforme Galate, diretor financeiro da Bizu Space, requer múltiplos sistemas e oferece vantagens como maior eficiência, controle e possibilidade de interromper e reiniciar o motor durante o voo. O foguete usa peróxido de hidrogênio como oxidante e querosene de aviação como combustível, além de tecnologia nacional em componentes como fibra de vidro e aço inox, segundo Bahdur.
O FTL-Perseu tem cerca de 4,5 metros de comprimento e 70 kg totalmente abastecido, e foi projetado para atingir até dez mil metros de altitude. O lançamento inaugural alcançou 1.272 metros, com menor carga de propelentes, em condição conservadora. A Bizu Space integra o grupo de dez empresas que participam do projeto Microlancador Brasileiro, apoiado pela Agência Espacial Brasileira e a Finep.




