Da redação
Os Estados Unidos anunciaram sanções contra milícias populares cubanas, Brigadas de Resposta Rápida e diversas entidades oficiais e empresariais do país, conforme informou o Departamento de Estado. As medidas têm como objetivo aumentar a pressão econômica sobre o governo cubano por meio do bloqueio de atividades e ativos internacionais.
Entre as instituições atingidas estão milícias ligadas ao Ministério das Forças Armadas, a Associação de Combatentes da Revolução, a empresa Antex, o Ministério do Turismo e grupos empresariais como Gecomex, Caudal, Gemar, Enetec e Coreydan, estas últimas atuantes nos setores de importação e exportação de combustíveis. Segundo o governo norte-americano, as sanções miram “os pilares interligados” do aparelho estatal e empresarial de Cuba.
De acordo com nota oficial, todos os alvos tiveram bens confiscados nos Estados Unidos, estão proibidos de realizar negócios com cidadãos ou empresas norte-americanas e não podem acessar nenhum tipo de serviço financeiro. O Departamento de Estado classificou esses setores como “instrumentos de repressão” estatais, com destaque para a relação direta das milícias e brigadas com as Forças Armadas cubanas.
Segundo informações oficiais, várias das entidades afetadas têm vínculos com o conglomerado militar Gaesa, considerado o principal motor da economia da ilha. O embargo de petróleo imposto pelo governo Donald Trump, em vigor desde janeiro, agravou a crise energética e econômica, considerada a mais grave em décadas.




