Da redação
O publicitário Thiago Miranda informou, nesta segunda-feira (13), que está encerrando as atividades da agência Mithi e pretende tirar um ano sabático. Miranda é investigado pela Polícia Federal sob suspeita de coordenar ataques ao Banco Central a mando de Daniel Vorcaro, do Banco Master. A informação foi divulgada em nota nas redes sociais. O anúncio ocorre após operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal em sua residência, que resultou na apreensão de celulares e equipamentos eletrônicos.
De acordo com a nota, Miranda declarou: “Estou cansado. Foram dez anos ininterruptos, vivendo a agência 24 horas por dia, sem parar. Agora, quero aproveitar um ano sabático antes de pensar no meu próximo negócio. Estou bem, feliz e profissionalmente realizado”. Ele acrescentou, conforme o texto, que liderou estratégias para nomes influentes da política e atuou em crises nacionais e internacionais, encerrando “um dos ciclos mais marcantes da comunicação brasileira”.
Segundo a Polícia Federal, a investigação apura uma ação coordenada em redes sociais para, em tese, comprometer a credibilidade do Banco Central. Contratos firmados pela Mithi com influenciadores que atacaram a autarquia e investigadores do caso Master chegaram a R$ 8 milhões, sendo que foram realizados pagamentos de R$ 3,5 milhões após Miranda receber o mesmo valor da Super Empreendimentos, empresa ligada a Vorcaro. As investigações também apontam tentativas de obter informações privadas da jornalista Malu Gaspar e a elaboração de dossiê contra o CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho.
As apurações envolvem ainda indícios de organização criminosa, monitoramento ilícito de pessoas, obtenção indevida de dados sigilosos e tentativas de interferir em investigações criminais. Em nota, a defesa de Thiago Miranda afirma que ele “refuta de forma categórica” qualquer ilegalidade e reitera que sua atuação sempre seguiu a legalidade e o respeito às instituições. Os advogados sustentam que não houve participação em atos destinados a intimidar terceiros e pedem respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência.




