Da redação
O Tribunal do Júri de Brasília vai julgar o caso do feminicídio de Ana Rosa Rodolfo de Queiroz Brandão, motorista de aplicativo. Antônio Ailton da Silva, preso desde o ano passado, confessou à Polícia Civil do Distrito Federal o assassinato de Ana Rosa, ocorrido no estacionamento externo do Conic.
Segundo o depoimento, a vítima, mãe de dois filhos, trabalhava como motorista de aplicativo quando foi abordada pelo acusado, que pediu uma corrida para Valparaíso (GO). O homem relatou que estava sob efeito de álcool e drogas, tendo passado a noite consumindo entorpecentes com pessoas em situação de rua.
De acordo com os autos, a motorista aceitou realizar a corrida por fora do aplicativo, combinando um valor de R$ 45. Durante o trajeto, Ana Rosa desconfiou do comportamento do passageiro e decidiu seguir para o Cruzeiro, onde estacionou e exigiu pagamento antecipado, alertando que chamaria a polícia.
O acusado afirmou que estrangulou Ana Rosa com um cadarço e a esfaqueou após a vítima tentar se defender. Em seu relato, o réu declarou que “por ser mulher, seria mais fácil do que com um homem de conseguir o transporte ou até mesmo de subtrair seus pertences”.




