Por Alex Blau Blau
Polícia Civil concluiu mais uma investigação contra suspeita de obter vantagens financeiras ao alegar doença grave e agora o caso será analisado pela Justiça
A Polícia Civil do Paraná concluiu mais uma investigação envolvendo Amanda Maria Souza da Oliveira, de 37 anos, e a indiciou pelo crime de estelionato. Desta vez, a apuração aponta que ela teria enganado integrantes de um grupo religioso ao afirmar que enfrentava um câncer em estágio terminal para receber ajuda financeira.
De acordo com os investigadores, os fatos ocorreram em 2021, no município de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. Após o encerramento do inquérito, o procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário para as providências legais.
Durante interrogatório realizado na última semana, Amanda negou as acusações relacionadas ao novo caso. Apesar da negativa, a Polícia Civil entendeu haver elementos suficientes para formalizar o indiciamento.
A investigada ganhou notoriedade nacional após ser presa no início de junho, quando uma investigação em Santa Catarina revelou que ela teria assumido a identidade de uma adolescente de 12 anos para conquistar a confiança de moradores de Joinville.
Segundo a apuração, Amanda apresentou uma história de abandono, maus tratos e violência, o que sensibilizou membros de uma comunidade religiosa. Ela recebeu abrigo, auxílio financeiro e passou a morar com uma família, permanecendo na residência por mais de um ano.
As investigações indicam que, para sustentar a falsa identidade, a mulher simulava comportamentos infantis, utilizava objetos normalmente associados à infância e dizia possuir problemas de saúde que justificariam sua aparência física.
A fraude começou a ser descoberta após familiares das pessoas que a acolheram levantarem suspeitas sobre a verdadeira identidade da suposta adolescente. A partir das diligências, a Polícia Civil confirmou que se tratava de uma mulher adulta.
Além do novo indiciamento por estelionato no Paraná, Amanda também responde por falsa identidade e estelionato em decorrência dos fatos investigados em Santa Catarina. Os processos seguirão agora para análise da Justiça, que decidirá sobre o prosseguimento das ações penais.




