Da redação
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas realizou uma reunião de emergência para discutir as tensões no Iêmen após violações do espaço aéreo do país por aeronaves iranianas e ataques aéreos atribuídos à Arábia Saudita. Segundo o Governo do Iêmen, uma aeronave iraniana teria voado de Teerã para o Aeroporto Internacional de Sanaa, transportando uma delegação do grupo Houthi para participar do funeral do falecido Líder Supremo do Irã, e retornado então a Teerã.
De acordo com Khaled Khiari, vice-secretário-geral das Nações Unidas para Assuntos Políticos, o Iêmen e o restante do Oriente Médio não estão em posição de suportar novo ciclo de escalada. Ele destacou que “medidas unilaterais não aproximarão o Iêmen da paz”, podendo aprofundar divisões e aumentar o risco de confrontos militares. Após relatos de ataques aéreos ao Aeroporto Internacional de Sanaa, atribuídos pelos Houthis à Arábia Saudita, uma nova aeronave iraniana teria pousado no Aeroporto de Hudaydah, levando mais uma delegação Houthi de volta de Teerã.
Segundo o Governo do Iêmen, os ataques da Arábia Saudita atingiram a pista do aeroporto para evitar o voo, sendo que o governo já havia advertido o Irã contra voos não autorizados ao país e prometido adotar todas as medidas necessárias. Após os incidentes, os Houthis anunciaram o término da fase de desescalada com a Arábia Saudita e teriam lançado mísseis balísticos contra o país, que foram interceptados.
A ONU tem promovido esforços para encerrar o conflito no Iêmen, conseguindo em maio a libertação de mais de 1.600 detidos relacionados à disputa. Ainda assim, conforme Khiari, setenta e três funcionários da ONU, além de membros de organizações não governamentais, sociedade civil e missões diplomáticas, seguem detidos de forma arbitrária pelos Houthis. Ele reiterou o pedido por libertação imediata, segura e incondicional dos reféns e respeito ao direito internacional.




