Da redação
O setor de serviços, que congrega atividades como turismo, restaurantes, salões de beleza, internet e tecnologia da informação, registrou retração de 0,4% em maio, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo das expectativas de mercado, sendo influenciado principalmente pelo desempenho negativo do segmento de transportes, que teve queda de 1% e representa 33,67% do índice.
Segundo Rodrigo Lobo, analista do IBGE, a redução no setor foi provocada por menor receita das empresas de transporte aéreo de passageiros, transporte rodoviário de carga e logística. Entre os cinco agrupamentos pesquisados, dois apresentaram retração, com destaque ainda para a categoria “outros serviços”, que encolheu 1,9%. Já os serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 2% e os serviços às famílias subiram 0,2%, atingindo o maior patamar desde dezembro de 2014, influenciados por fatores como desemprego baixo e massa de rendimentos elevada.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o setor avançou 0,4%. No acumulado de janeiro a maio, a alta foi de 1,9% em relação ao mesmo período de 2025. Em doze meses, o crescimento acumulado é de 2,6%, ritmo inferior ao registrado anteriormente, quando a taxa estava em 2,9%. O setor permanece 19,6% acima do patamar pré-pandemia de covid-19, registrado em fevereiro de 2020, e 0,5% abaixo do maior nível já observado, alcançado em outubro de 2025.
O levantamento do IBGE mostra ainda que o índice de atividades turísticas (Iatur) recuou 0,4% em maio, embora tenha apresentado alta de 1,7% no acumulado de doze meses. As atividades turísticas estão atualmente 10,8% acima do nível anterior à pandemia e reúnem serviços como hotéis, agências de turismo, transporte aéreo e bufê, com dados de 17 estados monitorados desde janeiro de 2011.




