Da redação
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos anunciou o encerramento da investigação sobre práticas comerciais brasileiras, com a imposição de tarifa de 25% sobre diversos produtos do Brasil exportados aos Estados Unidos. A decisão, adotada pelo presidente americano Donald Trump, foi justificada por alegações de favorecimento ao Pix, restrições ao etanol, corrupção e desmatamento.
Segundo Jamieson Greer, representante americano de comércio, a medida visa proteger interesses econômicos dos Estados Unidos devido a práticas consideradas desleais. A tarifa atinge etanol, máquinas agrícolas, roupas, calçados e material elétrico, mas exclui café, laranja, suco de laranja e carne bovina. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva “não negociou com os EUA de boa-fé”, reiterando críticas à condução das tratativas comerciais.
Em nota, o governo brasileiro repudiou a medida e anunciou que acionará mecanismos de reciprocidade previstos na Lei aprovada pelo Congresso Nacional e recorrerá à Organização Mundial do Comércio. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou antes da oficialização das tarifas que o país poderia adotar medidas semelhantes caso os Estados Unidos confirmassem o novo tarifaço.
De acordo com a Global Trade Alert, o Brasil era o 13º país mais tarifado pelos Estados Unidos, com média de 11,73%. Com a nova tarifa, o Brasil passará à segunda posição, com média efetiva de 14,9%. A investigação americana teve como alvos o funcionamento do Pix, decisões judiciais contra plataformas digitais dos Estados Unidos, tarifas a produtos do México e Índia e alegadas falhas no combate à corrupção e ao desmatamento ilegal.




