Início Mundo China nega acusação de Trump sobre interferência em eleição dos EUA

China nega acusação de Trump sobre interferência em eleição dos EUA


Da redação

A chancelaria da China classificou como “infundada” a acusação feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o país asiático teria cometido “a maior violação de dados eleitorais da história” ao, supostamente, obter informações de cerca de 220 milhões de eleitores americanos. Segundo Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, “não temos interesse em interferir nas eleições dos Estados Unidos e nunca fizemos isso”. Ele afirmou ainda: “Nós instamos os EUA a refletir sobre o seu próprio comportamento”.

De acordo com a Casa Branca, as informações supostamente acessadas envolveriam nome, endereço, telefone, preferências partidárias e outros dados sensíveis de eleitores dos Estados Unidos. Segundo Trump, o regime chinês também teria identificado jornalistas americanos críticos ao governo e oferecido dinheiro para intensificar publicações negativas, mas não apresentou provas nem detalhou quais profissionais ou veículos teriam sido abordados. “Eles não se importavam com o que seria dito”, afirmou o presidente.

Trump acrescentou que o governo chinês desejava que ele perdesse a eleição seguinte e justificou afirmando ter adotado medidas duras contra o país: “impus bilhões e bilhões de dólares em tarifas contra eles e construí as Forças Armadas mais fortes do mundo”. As declarações do americano contrariam a posição oficial de Pequim, que reitera insistentemente não interferir em assuntos domésticos de outros países.

As alegações surgem após a visita de Trump a Pequim, a convite de Xi Jinping, em uma tentativa de manter a estabilidade nas relações bilaterais, marcadas por uma disputa comercial. O encontro deu continuidade às conversas de novembro do ano passado, quando os líderes se encontraram durante a Cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, na Coreia do Sul.