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Defesa de Marco Buzzi entrega laudo de disfunção erétil ao STJ e pede absolvição


Da redação

A defesa de Marco Buzzi, ministro do Superior Tribunal de Justiça, pediu a absolvição do magistrado das acusações de importunação e assédio sexual. Os advogados afirmam que as alegações seriam falsas, apresentam um laudo urológico sobre disfunção erétil e apontam contradições nos relatos das denunciantes.

Segundo os defensores, pode ter ocorrido conluio entre as denunciantes, motivado por possíveis vingança, mal-entendidos ou interesses pessoais. A defesa argumenta que não há provas autônomas que corroborem os depoimentos e utiliza documentos como agendas, registros de voos e mensagens para contestar a presença do ministro nos episódios relatados.

O Ministério Público Federal, por sua vez, pediu a responsabilização de Buzzi com a aposentadoria compulsória, alegando que as provas mostram desrespeito à integridade, honra e decoro exigidos à magistratura. Conforme o órgão, inconsistências não retiram a força dos relatos das vítimas, classificados como firmes e convergentes com os demais elementos do processo.

A primeira denúncia partiu da filha de amigos do ministro, que narrou ter sido agarrada em uma praia de Santa Catarina. A segunda, de uma funcionária terceirizada, afirma que o assédio teria ocorrido em diferentes ambientes do gabinete ao longo de três anos, com apoio de testemunhas. A defesa contesta ainda a possibilidade de Buzzi realizar os atos devido a mobilidade reduzida, argumento que o Ministério Público rebate com relatos de servidores e laudos médicos.