Da redação
Se a eleição presidencial que elegeu Jair Bolsonaro fosse realizada atualmente, dificilmente se repetiria o cenário de disparos em massa de conteúdos por aplicativos de mensagens, prática investigada pela Polícia Federal à época. Segundo inquérito da corporação, empresários que apoiavam Bolsonaro financiavam centrais para o envio de mensagens, frequentemente com conteúdos falsos, em grupos do WhatsApp entre eleitores.
A estratégia de comunicação utilizada pela campanha do ex-presidente ajudou a impulsionar votos contra Fernando Haddad, então candidato do Partido dos Trabalhadores. Em 2021, o Tribunal Superior Eleitoral absolveu a chapa formada por Bolsonaro e Hamilton Mourão ao considerar que não havia provas suficientes de participação direta nos disparos. Desde então, disparos automatizados sem declaração à Justiça passaram a ser considerados crime eleitoral.
O engajamento dos eleitores, porém, mudou. Pesquisa Genial/Quaest mostra que há menor interesse do público em acompanhar as eleições por grupos do WhatsApp: 87% dos entrevistados não pretendem participar desses grupos, 11% se mostram dispostos a utilizar esse canal e 2% talvez participem. Entre os que preferem assistir entrevistas para conhecer propostas dos candidatos, estão 63%, enquanto 60% afirmam a intenção de acompanhar o noticiário do setor.
A pesquisa também aponta divisão quanto ao uso de redes sociais: 48% dos entrevistados não pretendem usar essas plataformas para se informar, e 47% afirmam o oposto. Em relação à propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, 49% rejeitam essa fonte, enquanto 46% demonstram interesse em acompanhar o conteúdo veiculado nesses meios.




