Da redação
Um grupo de voluntários atua no Viveiro do Parque Ecológico de Águas Claras, local aberto diariamente das 8h às 18h, onde se dedica à produção de mudas de espécies nativas e à recuperação de áreas degradadas do Cerrado, segundo integrantes do projeto. Criado em 2018, o grupo surgiu após moradores se unirem ao servidor Rui, do Instituto Brasília Ambiental, que já cultivava mudas no espaço.
De acordo com a comerciante e voluntária Rosa Coalho, a iniciativa ganhou destaque após um incêndio consumir parte da vegetação no mesmo ano. Rosa relata que o coletivo intensificou o reflorestamento, envolvendo a comunidade local. Ela afirma: “O projeto ganhou ainda mais força depois do incêndio. Fizemos um grande trabalho de reflorestamento junto com a comunidade e percebemos que, quando as pessoas se unem, conseguem transformar um cenário de destruição em esperança”.
Atualmente, o viveiro produz entre mil e duas mil mudas por ano, destinadas à recuperação do próprio parque e de outros locais do Distrito Federal, como margens de rios e escolas. A coleta de sementes é realizada no Cerrado e em outros parques. As mudas são cultivadas em recipientes feitos de garrafas PET recicladas e acompanhadas até o desenvolvimento, especialmente no período chuvoso, entre novembro e março, conforme os voluntários.
O grupo conta atualmente com cerca de 80 pessoas cadastradas, e, segundo a coordenação, aproximadamente 40 participam regularmente das atividades. Além do reflorestamento, o viveiro mantém horta comunitária, compostagem, orquidário e pomar, e aceita doações de insumos diversos. Em 2020, foi criado o Bosque dos Voluntários em área antes degradada do parque.




