Por Alex Blau Blau
Negociações com partidos aliados seguem sem consenso e aumentam a possibilidade de uma chapa formada exclusivamente por integrantes do Partido Liberal
Com a convenção nacional do Partido Liberal marcada para o próximo sábado (25/7), a pré candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República ainda enfrenta um dos principais desafios da campanha: a definição do candidato a vice. As negociações com partidos do Centrão continuam sem um acordo, enquanto lideranças da legenda buscam concluir a composição antes do início oficial da campanha.
Inicialmente, a estratégia do PL era utilizar a vaga de vice para atrair aliados e ampliar a coligação. Entretanto, as conversas com partidos como União Brasil, PP, Republicanos e Podemos ainda não produziram consenso, o que fortaleceu a possibilidade de o partido lançar uma chapa formada apenas por integrantes da própria legenda.
A preferência de Flávio Bolsonaro continua sendo a indicação de uma mulher para compor a chapa. Entre os nomes citados estão a ex presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, além das deputadas Simone Marquetto e Clarissa Tércio. Apesar disso, a indicação de Daniella enfrenta resistências tanto dentro do PL quanto entre dirigentes do Republicanos, que ainda discutem qual posição adotar na disputa presidencial.
Nos bastidores, também surgem outras alternativas. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, defende a senadora Tereza Cristina como um nome capaz de ampliar alianças políticas, enquanto o deputado Eduardo Bolsonaro apoia a indicação da deputada Júlia Zanatta. Caso o impasse permaneça, a convenção poderá homologar apenas a candidatura de Flávio Bolsonaro, deixando a definição do vice para a direção nacional do partido dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral.




