Por Alex Blau Blau
Consumidores relatam que pagaram valores elevados após pesagem dos produtos e afirmam que não foram informados de forma clara sobre os preços; empresa sustenta que comercializa os doces por peso e nega prática abusiva
A comercialização de doces em um estande da Expocrato, no Ceará, virou alvo de reclamações após consumidores relatarem terem pago valores que chegaram a R$ 330 por produtos vendidos durante a feira. Os clientes afirmam que foram surpreendidos pelo preço no momento da pesagem e alegam terem sofrido constrangimento ao tentar desistir da compra. A empresa responsável, por sua vez, nega qualquer irregularidade e afirma que a venda é realizada por peso, seguindo procedimentos adotados em outros eventos pelo país.
Segundo os relatos, os atendentes pediam que os clientes indicassem o ponto onde desejavam o corte da barra de doce, sem informar quanto aquela fatia representava em peso ou valor final. Após a pesagem, quando alguns consumidores tentavam cancelar a compra diante do preço elevado, afirmam que eram informados de que o produto não poderia ser devolvido por já ter sido cortado.
As reclamações levaram o Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), do Ministério Público do Ceará, a realizar uma fiscalização no estande. Durante a inspeção, o órgão constatou que os preços não estavam expostos de maneira suficientemente clara e que não havia indicação visível do peso ou do tamanho das porções comercializadas. O estabelecimento foi orientado a adequar as informações ao consumidor, sob pena de sofrer sanções administrativas.
Em nota e em vídeos divulgados nas redes sociais, representantes da Doceria Deleites negaram que a prática configure golpe ou enganação. A empresa informou que o preço de referência é de R$ 19,90 por 100 gramas e que cabe ao cliente escolher o tamanho da fatia. Segundo a doceria, após o corte, o doce não pode retornar à barra nem ser reaproveitado, alegando orientação sanitária para esse procedimento.
O caso segue repercutindo nas redes sociais e deverá ser acompanhado pelos órgãos de defesa do consumidor, que avaliarão se as adequações exigidas serão cumpridas e se houve eventual violação aos direitos dos clientes durante as vendas.





