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Escalada da guerra no Oriente Médio revela fracasso do acordo entre Irã e EUA


Da redação

A ofensiva militar no Oriente Médio registrou aumento nos últimos dias, com ataques dirigidos ao Irã e investimentos em infraestruturas civis, como hospitais, pontes e instalações de dessalinização de água e energia, de acordo com especialistas em segurança ouvidos pela Agência Brasil. O Irã, por sua vez, intensificou ofensivas em países do Golfo, como Jordânia, Bahrein e Kuwait, atingindo bases militares dos Estados Unidos e estruturas civis. O agravamento do conflito expõe o fracasso do memorando de entendimento firmado entre Irã e Estados Unidos para tentar conter a escalada da guerra.

O major-general Agostinho Costa, especialista em segurança e geopolítica, avalia que o memorando “não passou de uma ‘manobra diversionista’” dos Estados Unidos diante da baixa nas reservas de petróleo causada pelo fechamento do Estreito de Ormuz. Costa afirmou que “o presidente Donald Trump assinou o memorando porque foi informado que as reservas estratégicas de petróleo duravam mais quatro semanas”. Segundo ele, houve intenção de evitar crise de abastecimento, mas, ao cumprir o acordo, os Estados Unidos teriam entregado ao Irã o controle de rotas marítimas estratégicas de parceiros, como Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait.

A Jordânia tornou-se um dos principais alvos dos ataques iranianos por ser atualmente o maior centro logístico da Força Aérea norte-americana na região, conforme o cientista político Ali Ramos. Ramos destaca que “não estão sendo alcançados os principais objetivos anunciados pelos EUA para a guerra, como o fim do programa nuclear iraniano e o fim do apoio às milícias do Oriente Médio”. Segundo o especialista, a escalada dos ataques pode fortalecer a legitimidade do regime iraniano diante da população local.

O major-general Costa avalia que os Estados Unidos repetem estratégias que, segundo ele, não vinham apresentando resultados, limitando-se a bombardeios aéreos. Analistas consultados apontam que a ofensiva buscava inicialmente promover a troca do regime iraniano e conter a influência da China no Oriente Médio. O governo iraniano defende novo modelo de gestão para o Estreito de Ormuz, argumentando pela participação de Irã e Omã, devido às necessidades de segurança nacional.