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Médicos Sem Fronteiras pede libertação de profissionais de saúde palestinos detidos por Israel


Da redação

A organização Médicos Sem Fronteiras pediu a libertação imediata de todos os profissionais de saúde palestinos “detidos arbitrariamente” por Israel. Conforme comunicado, a maioria estaria presa em “condições deploráveis”. A entidade manifestou indignação quanto ao tratamento dado ao setor médico no contexto do conflito em Gaza.

O pedido inclui destaque ao caso de Hussam Abu Safiya, pediatra e diretor do hospital Kamal Adwan, que permanece detido desde dezembro de 2024. Médicos Sem Fronteiras apontou que a prisão de Safiya “se inscreve em um padrão aterrorizante das autoridades israelenses, que prendem e têm como alvo o pessoal médico em toda a Palestina”. Israel declarou que a detenção do médico é “legal” e negou relatos sobre supostos problemas de saúde graves.

O comunicado da organização foi divulgado após preocupações expressas por uma equipe de investigação da Organização das Nações Unidas e por especialistas em direitos humanos da ONU. Médicos Sem Fronteiras informou ainda que seu cirurgião ortopédico Mohammed Obeid está detido há mais de 600 dias em Israel, sem contato com a família, tendo sido preso em 26 de outubro de 2024 enquanto atuava no hospital Kamal Adwan.

Segundo a entidade sediada em Genebra, quinze colaboradores da Médicos Sem Fronteiras morreram desde o início da guerra na Faixa de Gaza, conflito desencadeado pelo ataque de combatentes palestinos contra Israel em 7 de outubro de 2023. A organização classificou como “inaceitáveis” a detenção arbitrária, tortura e maus-tratos a profissionais de saúde palestinos, conforme descreveu no comunicado.