Da redação
A corrida global por minerais críticos utilizados em tecnologias como celulares, carros elétricos e painéis solares é discutida pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova Iorque. Moçambique, país com reservas expressivas de grafite, titânio e terras raras, busca transformar esses recursos em motor do desenvolvimento, segundo a ministra das Finanças, Carla Alexandra Louveira.
De acordo com Louveira, o objetivo é que Moçambique se consolide como hub de alternativas verdes, utilizando as reservas minerais para impulsionar energias renováveis. Segundo a ministra, o potencial já conhecido de energias fósseis ganha agora uma nova dimensão, com destaque para o papel estratégico dos minerais críticos.
A ministra ressaltou a importância de garantir inclusão social e beneficiar as comunidades locais com a exploração desses minerais. Ela afirmou que está em andamento um processo para fortalecer a participação de empresas, micro e pequenas empresas nacionais, a fim de ampliar a distribuição dos resultados dessa atividade.
Segundo Louveira, políticas semelhantes já são adotadas em relação à exploração de gás natural, com a criação de um Fundo Soberano para financiar necessidades de desenvolvimento e respostas a crises, como as enchentes que atingiram o país no início deste ano. Ela afirmou que a prioridade do governo é assegurar estabilidade política e jurídica para que os ganhos dos recursos naturais beneficiem todas as camadas da população.





