Da redação
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a questionar a segurança das urnas eletrônicas e defendeu o envio de mais observadores internacionais para acompanhar as eleições. As declarações foram feitas em reunião com embaixadores promovida pelo The Brazilian Report e pela agência Novo Selo Comunicação, em Brasília.
Durante o evento, Flávio citou documentos da Agência Central de Inteligência (CIA), divulgados pelo governo dos Estados Unidos, que apontariam possíveis vulnerabilidades em sistemas de votação eletrônica da Venezuela. O senador afirmou que urnas produzidas pela Smartmatic, empresa mencionada nos relatórios, teriam sido utilizadas no Brasil. “Há uma denúncia por parte do governo americano de suspeitas de fraudes em processos eleitorais eletrônicos, em especial na Venezuela (…) muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa”, disse.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entretanto, afirmou que essa informação é falsa. Segundo nota divulgada em 8 de julho de 2026, a Smartmatic “não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras” e todo o projeto do sistema eletrônico de votação foi desenvolvido e é gerido exclusivamente pela Justiça Eleitoral. Conforme o Tribunal, a Smartmatic apenas treinou profissionais de suporte técnico e participou de uma licitação em 2020, mas perdeu para a Positivo.
Apesar das críticas, Flávio Bolsonaro ressaltou que não questiona o processo de votação e pediu a ampliação do número de observadores internacionais. A declaração ocorre em contexto semelhante ao episódio de julho de 2022, quando Jair Bolsonaro (PL) reuniu embaixadores no Palácio da Alvorada e fez críticas ao sistema eletrônico. Em junho de 2023, o TSE condenou o ex-presidente à inelegibilidade por oito anos, ao entender que houve abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.





