Da redação
A transferência de resultados de pesquisa para o mercado enfrenta desafios em universidades como a Universidade de Ciência e Tecnologia de Hanói e a Academia de Agricultura do Vietnã. Segundo dirigentes das instituições, a comercialização dos resultados, a valoração de propriedade intelectual e a criação de empresas derivadas sofrem entraves legais, institucionais e organizacionais.
Vu Dinh Tien, vice-diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hanói, afirma que a principal dificuldade é a valoração dos ativos de propriedade intelectual. A universidade possui cerca de 150 patentes, a maioria proveniente de projetos financiados com recursos estatais e com nível de prontidão tecnológica ainda restrito ao laboratório. O processo de avaliação exige contratação de consultorias especializadas, que são escassas, além de dificultar o fornecimento de dados necessários e elevar custos.
A criação de empresas derivadas (“spin-offs”) também enfrenta barreiras regulatórias, como a impossibilidade de uso da infraestrutura pública e ausência de fundos de investimento anjo. Na Academia de Agricultura do Vietnã, Nguyen Viet Nghia relata que processos internos envolvem uma série de etapas e exigem contratação de avaliadoras independentes, dificultando ainda mais a criação de novas empresas tecnológicas.
Ngo Van Minh, chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia da Universidade de Transportes, destaca que muitas pesquisas ainda não atingiram maturidade tecnológica para comercialização, e que faltam diretrizes para valoração de marcas universitárias e definição de preços de transferência. Nguyen Hoang Giang, do Escritório de Propriedade Intelectual, afirma que universidades precisam definir claramente a finalidade da avaliação e fornecer dados completos, lembrando que o valor final de mercado das tecnologias resulta da negociação entre as partes.





