Da redação
O Brasil sedia pela primeira vez uma Conferência Internacional de Aids, no Rio de Janeiro, entre os dias 26 e 31 de julho, em meio a um déficit global de financiamento superior a US$ 3 bilhões para o combate ao HIV/Aids, segundo organizadores. Um dos objetivos do evento é avançar na implementação da declaração política aprovada recentemente na Reunião de Alto Nível sobre HIV/Aids, ocorrida na sede da Organização das Nações Unidas em Nova Iorque.
De acordo com Alessandra Nilo, ativista e diretora de Relações Externas na América Latina e Caribe da Federação Internacional de Planejamento Familiar (Ippf), a conferência no Brasil é fundamental para reforçar a necessidade de respostas baseadas em evidências e centradas em direitos humanos. Nilo destacou que o Brasil eliminou a transmissão vertical do HIV e tem atuado com enfoque nos determinantes sociais da doença.
A ativista afirmou que a conferência será também uma oportunidade para debater discriminação e violência contra populações vulneráveis, como pessoas trans, ainda presentes no Brasil. Segundo Nilo, mais de dez mil pessoas morrem de HIV/Aids anualmente no país, com concentração de óbitos entre populações negras e pobres, demonstrando desigualdades persistentes.
A delegação da Ippf conta com mais de 130 participantes de 35 países, que trarão exemplos de acesso comunitário a serviços de saúde em contextos como Colômbia e Sudão. A Conferência Internacional de Aids reúne pessoas que vivem com HIV/Aids, pesquisadores, profissionais de saúde, formuladores de políticas, financiadores, comunidades e representantes da ONU, como Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, e Winnie Byanyima, diretora-executiva do Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/Aids.





