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Disputa entre jesuítas e construtor por obra atrasada gera dívida de R$ 91 milhões


Da redação

Uma disputa envolvendo a Associação Jesuíta de Educação e Assistência Social (Ajeas) e José Nicodemos Venâncio Junior, empresário de Brasília, envolve a construção de quatro prédios comerciais em um lote da entidade religiosa na Asa Norte. O contrato previa entrega dos imóveis prontos, mas as obras não foram concluídas conforme os prazos acertados.

Segundo documentos públicos, as torres B e C deveriam ser entregues em janeiro de 2023 e a torre A, em julho do mesmo ano. Nenhuma delas foi totalmente finalizada, o que impede a emissão do habite-se. O atraso atinge 41 meses e resultou em disputa judicial entre as partes envolvidas.

De acordo com o contrato, a penalidade pelo não cumprimento do prazo seria de multa diária de R$ 1.000, limitada a dez por cento do valor total da obra. No entanto, o prejuízo estimado pela falta de entrega da torre A soma cerca de R$ 2,24 milhões mensais em aluguel, elevando a dívida para mais de R$ 91,8 milhões.

Inicialmente, a parceria buscava atender a editais e processos seletivos da administração pública federal e do Distrito Federal para locação de espaços. Especialistas do setor afirmam que o impasse jurídico prejudica potenciais contratos futuros. O grupo Venâncio Participações, sócio de Nicodemos, declarou que não reconhece as denúncias, alegou ter o habite-se e relatou manter ótimo relacionamento com a Ajeas.