Da redação
Milhares de integrantes de sindicatos, movimentos sociais, partidos de esquerda e grupos de aposentados realizaram protestos em Buenos Aires contra o ajuste promovido pelo governo argentino, na primeira mobilização política realizada após a Copa do Mundo de futebol, segundo organizações presentes.
Os aposentados, que marcham semanalmente ao Congresso argentino para exigir melhores pensões e acesso a medicamentos, participaram do ato ao lado de sindicatos ligados à Confederação Geral do Trabalho (CGT), principal central sindical do país. Hugo Benítez, secretário de Seguridade Social da CGT, afirmou que a Argentina enfrenta “uma situação crítica de todo o trabalho, sem falar da indústria nacional”.
Segundo dados apresentados, aproximadamente metade dos 7,8 milhões de aposentados do país recebem a aposentadoria mínima acrescida de um bônus, o que totaliza US$ 324 (R$ 1.645), quantidade inferior a um terço do valor da cesta básica do idoso. O manifestante Raúl Maldonado, de 69 anos, declarou: “Vinte por cento estão ficando milionários, e 80% continuam na mesma, com um salário baixo”.
A manifestação contou também com protestos em outras regiões do país contra a suspensão de programas sociais. Houve relatos de confrontos com a polícia na periferia sul de Buenos Aires. O secretário do sindicato da indústria de calçados, Horacio Jerez, associou a abertura das importações e a queda do consumo ao fechamento de fábricas e à redução do poder de compra provocada por inflação anual de 33,5%.





