Da redação
Os Estados Unidos perderam dez posições no ranking de passaportes mais poderosos do mundo ao longo de vinte anos, segundo levantamento da consultoria Henley & Partners. O país, que chegou a ocupar a liderança ao lado de Dinamarca e Finlândia, aparece atualmente em décimo lugar, com acesso a 180 destinos sem necessidade de visto prévio.
De acordo com a consultoria, o desempenho do passaporte norte-americano reflete a falta de avanços em acordos de isenção de vistos e de reciprocidade nos últimos anos, enquanto outros países expandiram suas redes diplomáticas. Christian H. Kaelin, presidente da Henley & Partners, afirmou, em nota, que o movimento “sinaliza uma mudança fundamental na mobilidade global e na dinâmica do soft power”.
A pesquisadora sênior do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), Annie Pforzheimer, avaliou que o país vem adotando postura mais voltada para dentro, o que resulta na perda de influência internacional. Segundo ela, “essa mentalidade isolacionista agora se reflete na perda de poder dos passaportes norte-americanos”. Apesar do retrocesso de longo prazo, os Estados Unidos subiram duas posições em relação à lista de outubro de 2025, mas perderam o posto de passaporte mais forte das Américas para o Canadá, sétimo colocado.
Na edição de julho de 2026, Singapura lidera o ranking mundial, com possibilidade de entrada em 192 destinos sem visto prévio. Japão, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos dividem o segundo lugar, com acesso a 188 países. O Brasil está empatado com a Argentina na 16ª posição, ambos podendo entrar em 169 destinos sem solicitação antecipada de visto.





