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Ian Garry defende pautas feministas e vira alvo de ataques de lutadores do UFC


Da redação

O lutador irlandês Ian Machado Garry, escalado para enfrentar Islam Makhachev na luta principal do UFC 330, se tornou alvo de críticas de colegas ao declarar em entrevista que se sente “em paz” com o seu “lado feminino” e defender pautas feministas. Durante participação no programa High Performance, Garry afirmou ser emocionalmente aberto e disse: “Eu choro assistindo filmes da Disney. Estou tão em paz com meu lado feminino que acho que isso me torna mais masculino”.

As declarações do atleta geraram reação negativa entre outros lutadores do UFC. Josh Hokit ironizou as qualidades de liderança mencionadas por Garry e concluiu: “O Ian é um grande lutador, mas que fada”. Sean Strickland criticou de forma ofensiva nas redes sociais, usando o termo “corno”. Marvin Vettori ampliou as provocações, questionando a postura do irlandês e postando comentários depreciativos, também em tom pejorativo.

A controvérsia em torno de Garry se intensificou devido a detalhes de sua vida pessoal. Rivalidades e provocações abordam três pontos principais: a publicação de um guia satírico por sua esposa, Layla Anna-Lee; a presença do ex-marido dela, Richard Cullen, como nutricionista da equipe de Garry; e especulações sobre a adoção do sobrenome “Machado”. De acordo com Garry, o nome Machado seria uma forma de unir a família, já que era o sobrenome de solteira da mãe de Layla.

Em meio aos ataques, o brasileiro Carlos Prates defendeu Layla Anna-Lee durante uma sessão de perguntas e respostas no UFC 325, na Austrália. Prates afirmou: “Somos grandes rivais dentro do cage, mas fora dele nós temos um grande respeito um pelo outro. Me desculpe”.