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Cabo Verde lidera iniciativas globais contra o lixo marinho no Oceano Atlântico


Da redação

O arquipélago de Cabo Verde enfrenta a chegada constante de resíduos plásticos e lixo marinho provenientes de diferentes regiões do mundo e da costa africana, que se acumulam em suas praias e ameaçam ecossistemas sensíveis e a subsistência das comunidades, segundo autoridades locais. O tema motivou a realização de uma conferência sobre desenvolvimento sustentável na Ilha da Boa Vista, com o lema “Economia Azul: Caminhos Sustentáveis”, onde o presidente José Maria Neves alertou para a posição estratégica do país no combate à poluição marinha.

Neves defendeu em declaração à ONU News que “o lixo marinho não afeta apenas a biodiversidade e as nossas praias; prejudica todo o processo global de gestão sustentável dos recursos marinhos. É uma ameaça que exige respostas conjuntas”. O impacto foi evidenciado na Ilha de Santa Luzia, área desabitada em que resíduos plásticos transportados pelas marés demonstraram o alcance mundial do problema. O presidente destacou que a poluição marinha afeta cadeias alimentares, economia azul e o equilíbrio climático.

Como Campeão para a Preservação do Patrimônio Natural e Cultural da União Africana, o presidente apontou que o combate à poluição plástica requer articulação entre as nações. Cabo Verde impulsiona uma plataforma de cooperação com países ribeirinhos do Atlântico para programas conjuntos de coleta, monitoramento e mitigação de resíduos, além de projetos inovadores de reciclagem e economia circular. O governo prioriza também apoio a ONGs ambientais e instituições acadêmicas para investir em pesquisa e iniciativas comunitárias voltadas à preservação.

Segundo Neves, parcerias estratégicas com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura e demais órgãos da ONU têm ampliado a projeção internacional das causas ambientais do país. O chefe de Estado afirmou que o avanço em acordos e projetos conjuntos é essencial para o cumprimento da Agenda 2030, especialmente do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14, que trata da vida debaixo d’água e busca transformar a economia azul em motor de crescimento e sustentabilidade.