Da redação
Os Estados Unidos enfrentam o maior surto de sarampo em 35 anos, com 2.318 casos confirmados nos últimos sete meses, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Autoridades atribuem parte do aumento à resistência à vacinação no país.
O número de casos neste ano já ultrapassou o registrado em 2025, quando houve 2.289 confirmações e três mortes. Andrew Racine, presidente da Academia Americana de Pediatria, afirmou: “Estamos testemunhando uma crise evitável, que prejudica as crianças de maneira desproporcional”. Especialistas alertam sobre a possibilidade de mais casos nos próximos meses.
O sarampo, doença altamente contagiosa, provoca febre, sintomas respiratórios e lesões na pele. Em situações graves, pode causar pneumonia, inflamação cerebral e morte. O surto decorre do declínio nas taxas de vacinação e da desconfiança crescente em relação às autoridades sanitárias.
Apesar de a imunização contra o sarampo ser obrigatória nos EUA, é possível solicitar exceções por motivos religiosos ou filosóficos em muitas regiões. Pesquisa feita em 2025 pelo The Washington Post e pela ONG KFF aponta que um em cada seis pais americanos adia ou evita a vacinação de seus filhos, especialmente entre comunidades brancas e conservadoras.





