Da redação
O Partido Liberal oficializou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato à Presidência da República durante convenção nacional em São Paulo. A confirmação ocorreu na presença do presidente da Argentina, Javier Milei, e de lideranças políticas. No evento, Flávio afirmou: “Sei exatamente o tamanho da responsabilidade que meu nome carrega: filho mais velho do capitão que deu voz a milhares de brasileiros, um país que não aguenta mais ser refém do medo”.
Segundo aliados, Flávio enfrentou obstáculos durante a pré-campanha, como questionamentos sobre sua relação com Daniel Vorcaro, do Banco Master, o vídeo de Michelle Bolsonaro com críticas pessoais e dúvidas públicas sobre as urnas eletrônicas. Apesar disso, manteve o segundo lugar nas pesquisas, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva, conforme informado.
A definição da vice ainda está em aberto. Tereza Cristina (PP-MS) recusou o convite e, segundo integrantes da campanha, as principais cotadas agora são as deputadas Bia Kicis (DF), Júlia Zanatta (SC) e Priscila Costa (CE), esta última fortalecida após reconciliação entre Flávio e Michelle Bolsonaro. A campanha prioriza escolher uma mulher, estratégia estimulada pela dificuldade de Flávio em ampliar o apoio entre o eleitorado feminino.
De acordo com interlocutores, a chamada “radioatividade” de Flávio contribuiu para seu isolamento político, afastando partidos do Centrão, como União Brasil e Progressistas. Nos estados, há indefinições; em Minas Gerais, aguarda-se decisão de Cleitinho Azevedo (Republicanos) sobre candidatura ao governo, enquanto no Rio de Janeiro o cenário foi impactado por mudanças na chapa e investigações envolvendo aliados.





