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EUA interrompem ataques aéreos ao Irã e retomam negociações diplomáticas


Da redação

Os Estados Unidos interromperam os ataques aéreos contra o Irã após quase duas semanas de bombardeios intensificados, criando espaço para negociações diplomáticas. O presidente Donald Trump afirmou que o diálogo com Teerã está em andamento e ameaçou retomar ofensivas caso as conversas fracassem. O cenário permanece incerto, especialmente diante da proximidade do conflito completar cinco meses e da expectativa pela visita do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, à Casa Branca.

Segundo um integrante dos esforços regionais de mediação, Washington e Teerã demonstram interesse em manter o cessar-fogo provisório firmado em junho. Negociações avaliam um possível entendimento que aumentaria o controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz, desde que haja menos restrições à navegação internacional. De acordo com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, representantes iranianos e de Omã realizaram diversas rodadas técnicas sobre o futuro do estreito e, mesmo após a saída da delegação de Omã, as conversas avançam.

O controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz, iniciado ao longo da guerra, resultou em ataques a petroleiros e navios cargueiros, disparando os preços do petróleo e elevando os custos dos combustíveis, fator que causa impopularidade do conflito entre parte do eleitorado americano. Após o cessar-fogo, Teerã passou a exigir uso de rotas próximas à sua costa e considerou a cobrança de taxas de passagem, enquanto embarcações passaram a desviar pela costa de Omã, sob vigilância americana.

Mesmo com a suspensão dos ataques, outros focos de tensão seguem ativos na região. Rebeldes houthis do Iêmen anunciaram ofensivas contra a Arábia Saudita, enquanto os Estados Unidos reforçaram o bloqueio naval aos portos iranianos e interceptaram, segundo Washington, um navio com bandeira de Moçambique no Golfo de Omã. Trump manteve o discurso de pressão militar e reuniu assessores para discutir a estratégia, mas não houve novos ataques americanos após uma sequência de 13 noites.