Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou um artigo no jornal The Washington Post criticando as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Lula rebateu os argumentos do governo norte-americano para a taxação, afirmou que tais práticas prejudicarão também a economia dos Estados Unidos e declarou: “o Brasil não será derrotado com base em mentiras”.
No texto, publicado também em suas redes sociais, Lula afirmou haver motivação ideológica na decisão do então presidente Donald Trump, citando tentativas de interferência na política e nas eleições do Brasil. Segundo o presidente, “tentativas de impor amarras ideológicas à parceria bilateral, ou de instrumentalizá-la para fins eleitorais, não se sustentam”. Ele também mencionou a exclusão do Brasil da lista de países amigáveis aos Estados Unidos pelo secretário de Estado Marco Rubio.
Lula reiterou, conforme argumenta o governo brasileiro desde abril de 2025, quando as taxações começaram, que os Estados Unidos mantêm superávit na relação comercial com o Brasil. Segundo ele, no médio prazo as tarifas levarão à desorganização de cadeias produtivas integradas, com empresas brasileiras buscando novos fornecedores em outros países.
Em 15 de julho, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) impôs sobretaxa de 25% sobre diversos produtos brasileiros, incluindo ferro, aço, vestuário e maquinaria. O USTR justificou as medidas alegando práticas brasileiras consideradas descabidas. Lula respondeu alegando que, além de injustas, as taxas são “erro estratégico” e destacou a importância do Brasil em segmentos como alimentos e têxteis para a indústria norte-americana. O presidente também defendeu a legislação brasileira de combate ao desmatamento e crimes digitais, além do sistema de pagamentos Pix.





