Da redação
A Organização Mundial da Saúde informou que incêndios florestais aumentaram de forma expressiva em partes da Europa entre janeiro e julho deste ano. Espanha e Portugal tiveram elevação superior a 100% em comparação ao mesmo período de 2025. Segundo a OMS, 2,2 milhões de hectares foram consumidos pelo fogo em toda a Europa, em contraste com 1,4 milhão em 2022, o que representa crescimento de 57% em quatro anos.
De acordo com Hans Henri Kluge, diretor-regional da OMS para a Europa, os incêndios causam destruição de residências, perda de meios de subsistência, evacuações forçadas e pressão sobre serviços de emergência. Kluge destacou que, em situação verificada na Espanha, foi declarada emergência nacional, e na França cerca de 40 mil pessoas, principalmente turistas, começaram a ser retiradas da Península de Cap Ferret após incêndio na Bacia de Arcachon.
A OMS alerta que os riscos à saúde provocados pelas queimadas vão além dos danos diretos do fogo, destacando que a exposição à fumaça pode agravar doenças cardíacas e respiratórias, além de afetar a saúde mental, sobretudo em idosos, crianças, gestantes e portadores de doenças crônicas. Um dos principais perigos é o material particulado, que pode penetrar profundamente nos pulmões, atingindo a corrente sanguínea e intensificando quadros cardiovasculares e respiratórios.
Entre as orientações aos governos, a OMS recomenda o fornecimento de alertas oportunos, informações sobre qualidade do ar e acesso a serviços de saúde. Para a população, as indicações incluem permanência em locais fechados, uso de máscaras de proteção e atenção a sintomas como dor no peito e dificuldade para respirar, especialmente entre grupos de risco.





