Da redação
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de julho registrou alta de 0,06%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da projeção mediana do mercado, que esperava avanço de 0,21%. No acumulado de doze meses, a inflação passou de 4,8% para 4,52%, ainda acima do teto da meta estabelecida de 4,5%.
A divulgação do indicador provocou revisões nas estimativas para a inflação oficial do mês. O economista Leonardo Costa, do Asa, afirmou que reduziu sua projeção para o IPCA de 0,12% para 0,02%. De acordo com Costa, o principal fator para a surpresa registrada foi a diminuição acima do previsto nos preços de alimentos para consumo em domicílio, sobretudo nos itens in natura.
Costa explicou ainda que a inflação de curto prazo tem sido influenciada pela queda dos preços de alimentos e combustíveis. “No primeiro caso, o movimento reflete uma sazonalidade mais favorável para os produtos agrícolas. No segundo, a dissipação da primeira onda de impactos do choque do petróleo observado no início do ano”, declarou o economista.
Segundo Costa, a inflação de bens industrializados está perdendo força, após sofrer influência do petróleo e do câmbio, e o setor de serviços apresenta sinais mais claros de desaceleração, em consonância com o ritmo mais lento da atividade econômica e do mercado de trabalho. O economista alerta, contudo, para riscos relacionados ao fenômeno climático El Niño, que podem impactar a produção de alimentos e pressionar a inflação.




