Da redação
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de julho registrou inflação de 0,07% no Distrito Federal, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se do menor índice entre as 11 localidades pesquisadas e está próximo da média nacional, de 0,06%. No acumulado do ano, a inflação na capital federal está em 3,27%, enquanto em 12 meses soma 4,29%.
Segundo o IBGE, a desaceleração do IPCA-15 em Brasília não resulta da eliminação das pressões inflacionárias, mas de uma redistribuição dos reajustes entre grupos de produtos e serviços. Os aumentos concentraram-se em áreas menos ligadas ao consumo imediato das famílias, como saúde e habitação. Já segmentos mais sensíveis à demanda das famílias apresentaram estabilidade ou recuo nos preços.
O grupo Saúde e cuidados pessoais teve a maior alta, de 0,59%, influenciado por planos de saúde (0,42%) e medicamentos. Habitação subiu 0,42%, devido a reajustes de água e esgoto (1,94%), aluguel residencial (0,42%) e energia elétrica (0,21%). Esses itens evitaram que a inflação registrasse resultado negativo. Por outro lado, alimentação e bebidas variaram 0,03%, sustentadas por quedas no preço do tomate (-14,55%), banana-prata (-6,88%) e café moído (-2,75%), além de recuos em despesas pessoais (-0,21%) e vestuário (-0,49%).
O atual cenário revela concentração da inflação em preços administrados e serviços essenciais, com perda de fôlego em bens de consumo e gastos discricionários. No mesmo contexto, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) deve divulgar novo panorama de consumo das famílias em junho, enquanto o festival de restaurantes a quilo “O Quilo é Nosso” encerrou votação dos melhores estabelecimentos no domingo.





