Da redação
O combate ao feminicídio e à violência contra a mulher permanece como prioridade nas políticas públicas do Distrito Federal, com canais de denúncia como o 180 e atendimento nas Delegacias Especiais da Mulher disponíveis de forma contínua. Segundo pesquisa do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF Codeplan) em parceria com a Secretaria da Mulher, 77,6% das mulheres ouvidas afirmaram já ter sofrido algum tipo de violência.
De acordo com o levantamento, fatores como dependência financeira estão associados à permanência das vítimas em relacionamentos violentos, sendo que 44,8% reconheceram sua condição de vítima e 15,4% relataram ter permanecido com o agressor. A pesquisa também revelou que apenas 33,8% das mulheres e 19,7% dos homens identificaram corretamente todas as formas de violência previstas na Lei Maria da Penha.
O estudo apontou ainda a persistência de estereótipos de gênero: 35,4% dos entrevistados concordaram que “toda mulher é um pouco histérica” e 34,9% afirmaram que “mulher é o sexo frágil”. Em áreas de maior renda, moradores demonstraram maior capacidade de reconhecer situações de violência, enquanto essa identificação é menor em regiões de renda mais baixa.
A pesquisa, considerada uma das mais abrangentes já realizadas sobre o tema no Distrito Federal, utilizou entrevistas com 5.093 pessoas em diferentes regiões administrativas e conversou em profundidade com 39 homens condenados por feminicídio. Entre as inovações estão o levantamento de dados inéditos e a investigação de condutas como o stealthing, ampliando a compreensão sobre o fenômeno e subsidiando novas políticas públicas.





