Da redação
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou repúdio à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que renovou por mais um ano a declaração de emergência nacional envolvendo o Brasil. O Planalto classificou os argumentos apresentados como “infundados e inverídicos”, destacando que não há ameaça do Brasil à segurança nacional, política externa ou economia norte-americana.
Segundo comunicado oficial, o governo brasileiro rejeitou as acusações feitas pela Casa Branca, que apontou o Brasil como responsável por práticas que prejudicariam empresas dos Estados Unidos e violariam a liberdade de expressão. Trump reafirmou que autoridades brasileiras perseguiriam politicamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), familiares e apoiadores, além de citar acusações de censura e prisões ligadas ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O Planalto reagiu criticando a tentativa dos Estados Unidos de associar decisões do Judiciário brasileiro a ameaças contra a segurança do país. De acordo com o órgão, “ao rechaçar a retomada de acusações sem qualquer fundamentação nos fatos e já amplamente rebatidas em encontros de autoridades dos dois países, o Brasil reafirma sua soberania e a independência dos Poderes da União”.
A renovação da emergência não implica, por si só, em novas tarifas ou sanções contra o Brasil. A medida original foi estabelecida em 30 de julho de 2025, quando Trump impôs tarifa adicional de 40% a determinados produtos brasileiros, elevando a taxa total a até 50%. O governo brasileiro ressaltou ainda que considera “inteiramente descabido” caracterizar o Brasil como ameaça, ressaltando os “históricos laços diplomáticos” e a amizade entre as nações.





