Da redação
A Dívida Pública Federal subiu 2,66% em junho, alcançando R$ 9,033 trilhões, conforme dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O aumento decorre principalmente da forte emissão de títulos atrelados à Taxa Selic, que responderam por R$ 102,57 bilhões dos R$ 149,49 bilhões em títulos emitidos no mês.
Segundo o Plano Anual de Financiamento apresentado em janeiro, o estoque da dívida deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões, patamar ainda não atingido. O Tesouro Nacional informou que a elevação foi reforçada pela apropriação de R$ 85,16 bilhões em juros, pressionada pela Selic em 13,25% ao ano.
A Dívida Pública Mobiliária interna registrou avanço de 2,72%, enquanto a dívida externa subiu 2,12% no mesmo período, influenciada pela valorização do dólar. O “colchão” de liquidez, reserva financeira para situações adversas, aumentou para R$ 1,346 trilhão, o maior valor desde 2015, suficiente para cobrir 8,33 meses de vencimentos.
Na composição dos títulos, a participação dos papéis vinculados à Selic cresceu de 48,99% para 49,32%, enquanto os títulos corrigidos pela inflação caíram de 26,26% para 25,9%. Entre os detentores da dívida interna, destacam-se instituições financeiras, fundos de pensão e investidores não residentes, cuja participação recuou para 9,95%.





