Da redação
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) declarou que pretende vincular sua candidatura à reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em uma estratégia apelidada por aliados de “Carcísio”. Segundo Caiado, a campanha busca fortalecer a presença no eleitorado paulista ao associar seu nome a Tarcísio e ao de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e candidato a vice.
Apesar do movimento, Tarcísio manifestou apoio público ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em aceno, Caiado afirmou respeitar essa aliança e minimizou o fato de Tarcísio não ter comparecido à convenção do PSD que oficializou sua candidatura, afirmando que a decisão do governador não prejudica sua relação política. O ex-governador de Goiás enfrenta dificuldade para formar palanques regionais, já que poucos candidatos competitivos anunciaram apoio e o PSD liberou os diretórios estaduais na disputa presidencial.
Questionado, Caiado afirmou que não participará da convenção do Republicanos, que oficializará a candidatura de Tarcísio à reeleição, devido a compromissos em Santa Catarina e Brasília. A expectativa, conforme informações do partido, é que Flávio Bolsonaro esteja presente no evento ao lado de Tarcísio. Durante a semana, a equipe de campanha de Caiado confirmou que o ex-ministro Aldo Rebelo (DC) aceitou o convite para assumir a coordenação política da campanha presidencial após reunião em São Paulo com Heráclito Fortes, coordenador político do PSD.
Aldo Rebelo foi pré-candidato à Presidência pelo Democracia Cristã, mas foi substituído por Joaquim Barbosa, que posteriormente desistiu, sendo Clariana Barão a escolhida para a disputa. Em entrevista pela manhã, Caiado disse acreditar que venceria Lula em eventual segundo turno, afirmando: “Se o eleitor me levar para o segundo turno, eu ganho do PT. As pesquisas demonstram isso. Se o Flávio for para o segundo turno, o Lula é reeleito”. Conforme os levantamentos mais recentes, Caiado registra de 3% a 4% das intenções de voto no primeiro turno.





