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Inteligência artificial pode aprimorar prevenção de incêndios florestais na Europa e América do Norte

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Da redação

Incêndios florestais atingem grandes áreas da Europa e da América do Norte, segundo a Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa (Unece). O órgão afirma que o combate à crise requer mudança de paradigma, priorizando prevenção proativa, investimento em tecnologias de detecção precoce e restauração florestal.

De acordo com a Unece, os Estados Unidos já perderam mais de 4,3 milhões de hectares e o Canadá, 3,7 milhões. Na França, a região de Gironde registrou cerca de 42 mil hectares de pinhais destruídos, levando à evacuação em massa de moradores e turistas. A Espanha também enfrenta um dos anos mais graves, com mais de 200 mil hectares queimados.

A Unece alerta que os impactos transcendem as áreas afetadas, com prejuízos diretos anuais estimados em €2,5 bilhões na União Europeia, além de mortes, destruição de infraestrutura e impactos na saúde pública causados pela fumaça transportada por milhares de quilômetros.

A atividade humana é responsável por cerca de 90% das queimadas, segundo a Unece, enquanto as condições climáticas extremas ampliam o problema. A crise provoca perda de biodiversidade, queda na produtividade agrícola e altos custos de restauração, agravando o ciclo climático, já que os incêndios liberam bilhões de toneladas de carbono na atmosfera.