Da redação
O presidente da Argentina, Javier Milei, apresentou um projeto para alterar a Carta Orgânica do Banco Central do país, em pronunciamento gravado e exibido às 20h (horário de Brasília). Segundo o presidente, a iniciativa busca pôr fim à “fraude de falsificar dinheiro para financiar a classe política” e impedir que a Argentina aprove ou sustente orçamentos deficitários, justificando que essas seriam as causas da elevada inflação.
No vídeo, Milei estava acompanhado por Karina Milei, sua irmã e secretária-geral da Presidência, Diego Santilli, chefe de gabinete, Patricia Bullrich, líder de seu partido no Senado, Martín Menem, presidente da Câmara dos Deputados, além de Luis Caputo, ministro da Economia, e Santiago Bausili, presidente do Banco Central. O presidente já vinha articulando a proposta com legisladores e havia publicado artigo sobre o tema em jornal local.
Entre as principais mudanças, Milei propõe a reversão da reforma de 2012, então aprovada sob o governo de Cristina Kirchner, “ex-presidente e agora condenada por crimes de corrupção”, segundo o presidente. Ele argumenta que a reforma peronista enfraqueceu a independência do Banco Central e ampliou a margem para o financiamento do déficit fiscal, além de prever que a missão central da autoridade monetária volte a ser preservar o valor da moeda.
A proposta inclui a proibição do financiamento do Tesouro pela impressão de dinheiro, exigência de maioria qualificada para destituição do presidente do Banco Central, e a implementação de uma regra fiscal permanente, que prevê paralisação de serviços não essenciais do Estado em caso de déficit sequencial. O governo ainda defende incentivos para a formalização do sistema financeiro, prática considerada essencial por Milei para o crescimento econômico do país.




