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PT e governo divergem sobre impacto eleitoral de inquérito da PF contra Lulinha

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Da redação

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se dividem sobre os possíveis impactos eleitorais da investigação da Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e acompanham a repercussão junto ao eleitorado. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de inquérito para apurar suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo tentativas de liberação de cannabis medicinal pelo Ministério da Saúde.

Integrantes do governo avaliam que o caso pode ser explorado pela oposição, mas consideram cedo para medir eventuais prejuízos à imagem de Lula junto ao eleitorado. Parte do grupo aponta motivação política de Mendonça, que foi indicado por Jair Bolsonaro (PL), e isenta a Polícia Federal, ressaltando a autonomia dada pelo atual governo. Já outros aliados veem seriedade na condução do ministro e defendem que a investigação faz parte do processo institucional, sem perseguição.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que integra a campanha petista e representa Lulinha, afirmou que a investigação tem motivação política e declarou: “Se o Fábio não fosse filho do presidente Lula, provavelmente esse inquérito não teria sido instaurado e o anterior já teria sido arquivado.” Em manifestação nas redes sociais, Éden Valadares, secretário de Comunicação do PT, comparou as posturas de Lula e Bolsonaro diante de investigações sobre filhos, afirmando que denúncias contra Lulinha surgem em períodos eleitorais.

O inquérito foi aberto a pedido da Polícia Federal, tendo a solicitação sido enviada inicialmente à presidência do STF e, após análise da Procuradoria-Geral da República, distribuída a Mendonça por sorteio. O episódio repercutiu entre a oposição, incluindo Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Nikolas Ferreira (PL-MG) e Rogério Marinho (PL-RN), que se manifestaram publicamente sobre o avanço das investigações em curso.