Da redação
Renan Santos foi apresentado pelo partido Missão como candidato à Presidência da República em evento realizado na zona leste de São Paulo. Conforme discurso do presidenciável, ele fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL), usando termos como “vagabundos” e afirmando que “têm que ir para a lata de lixo da história”. O encontro teve ainda a apresentação do vice da chapa, tenente-coronel da reserva Aroldo Medina.
Segundo dirigentes do Missão, o partido foi criado em 2025 por membros ligados ao Movimento Brasil Livre (MBL), tendo antecipado sua convenção para garantir proteção policial após ameaças contra Renan Santos. A legenda busca se posicionar como alternativa de direita à polarização, defendendo propostas de ajuste fiscal e “choque de lei e ordem” contra o crime organizado. Durante o evento, militantes usaram camisetas com a frase “prendeu, matou”.
O congresso nacional serviu para apresentar o “Livro Amarelo”, programa de governo que detalha medidas como ajuste fiscal, PEC para desindexar benefícios do salário mínimo e desvinculação dos pisos constitucionais, projetando economia de R$ 1,1 trilhão até 2031. Na segurança pública, o documento sugere adoção do “Direito Penal do Inimigo”, criação de superpresídios e confisco de bens de integrantes de facções criminosas. No âmbito social, o deputado Kim Kataguiri defendeu a vinculação do pagamento de auxílios à aceitação de empregos e propôs mais rigor na gestão municipal.
A chapa anunciou também propostas como fusão de municípios considerados inviáveis financeiramente e detalhou a escolha de Medina como vice. Segundo os organizadores, o “Livro Amarelo” foi elaborado ao longo de dois anos com apoio de reitores e professores universitários. A legenda vendeu ingressos com preços entre R$ 94 e R$ 7.014 para o evento e prioriza doações individuais, sendo Renan Santos o principal arrecadador, com R$ 898,4 mil recebidos por meio da plataforma do partido.




