Por Alex Blau Blau
Vice-presidente terá participação central na coordenação eleitoral da região considerada decisiva para a disputa presidencial e reforçará interlocução com setores produtivos
Oficializado como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Luiz Inácio Lula da Silva, Geraldo Alckmin passa a ocupar uma posição considerada estratégica na campanha pela reeleição do atual presidente. Além de repetir a composição vitoriosa de 2022, a aliança aposta na experiência política do ex-governador de São Paulo para fortalecer a presença da campanha em estados considerados decisivos para o resultado das eleições.
Dentro do Partido Socialista Brasileiro, Alckmin assumirá a coordenação política da campanha na Região Sudeste, concentrando esforços principalmente em São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do país. A avaliação de integrantes da legenda é de que sua trajetória política e o bom relacionamento com prefeitos, lideranças regionais e setores produtivos poderão ampliar o alcance da campanha nesses estados.
São Paulo é apontado como uma das prioridades da estratégia eleitoral. Com uma carreira construída no estado, onde foi prefeito de Pindamonhangaba, deputado estadual, deputado federal e governador por quatro mandatos, Alckmin é visto como um importante articulador para fortalecer o palanque governista e ampliar o diálogo em regiões onde o Partido dos Trabalhadores historicamente encontra maior resistência.
Além da atuação eleitoral, o vice-presidente também deverá desempenhar um papel importante junto ao empresariado e ao agronegócio, segmentos nos quais o governo busca ampliar sua interlocução. Nos últimos meses, Alckmin ganhou protagonismo ao liderar negociações entre o governo brasileiro e representantes do setor produtivo diante das medidas tarifárias impostas pelos Estados Unidos, tornando-se um dos principais interlocutores do Palácio do Planalto em assuntos econômicos.
A permanência de Alckmin na chapa representa a continuidade da aliança política construída em 2022. Adversários históricos na eleição presidencial de 2006, Lula e Alckmin passaram a atuar juntos após a filiação do ex-governador paulista ao PSB, movimento que consolidou uma ampla frente política nas eleições anteriores.
Durante a convenção nacional do PSB, realizada na última semana, Lula voltou a destacar a relação de confiança construída com o vice-presidente, elogiando sua lealdade, capacidade administrativa e experiência na vida pública. O presidente nacional do partido, João Campos, também ressaltou que Alckmin possui um perfil complementar ao de Lula e afirmou que a parceria fortalece a estratégia eleitoral da coligação para a disputa presidencial deste ano.





