Da redação
O número de migrantes mortos ao tentar entrar em massa no enclave espanhol de Ceuta chegou a 72 pessoas, de acordo com novo balanço divulgado pelo governo local. Grande parte das mortes ocorreu por afogamento, enquanto outras vítimas foram pisoteadas durante o fluxo repentino procedente do Marrocos.
Segundo o delegado do governo em Ceuta, Miguel Ángel Pérez Triano, quase sessenta mil migrantes atravessaram a fronteira na última semana, mas a maioria já retornou ao território marroquino. A polícia e tropas espanholas patrulharam as ruas do enclave enquanto a situação começava a se normalizar e a presença de migrantes diminuía.
O Ministério do Interior do Marrocos relatou que onze pessoas morreram do lado marroquino nas tentativas de travessia e atribuiu o aumento nas tentativas de entrada a desinformação em redes sociais, atuação de redes de tráfico humano e à interpretação equivocada de uma decisão judicial espanhola sobre a devolução de migrantes interceptados no mar. O número de mortes divulgado por autoridades marroquinas difere do apresentado pelo governo espanhol.
A Espanha instalou uma barreira flutuante de quinhentos metros no mar Mediterrâneo para reforçar a segurança e atribuiu a crise à circulação de boatos sobre decisões do Supremo Tribunal espanhol. Em resposta ao episódio, a União Europeia agendou uma reunião virtual após o pedido de membros do bloco por medidas coordenadas, e a Itália suspendeu o acordo de Schengen com a Espanha por um mês.





