Da redação
A campanha presidencial do Partido dos Trabalhadores prepara uma estratégia em que o vice-presidente Geraldo Alckmin terá papel central no enfrentamento político à família Bolsonaro. O objetivo é apresentá-lo ao eleitorado como “o homem que transformou o diálogo em política de Estado” e representante de “uma política que une”.
Segundo integrantes da campanha, a repetição da chapa formada por Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, antes adversários e hoje aliados, será utilizada como exemplo de capacidade de construção política acima das diferenças partidárias. O comando da campanha pretende destacar a trajetória da dupla como símbolo de superação de antagonismos.
A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) afirmou, durante a convenção nacional do Partido Socialista Brasileiro realizada na semana passada, que “a chapa que derrotou o extremismo em 2022 está de pé outra vez”. A declaração sintetiza a mensagem que os dirigentes desejam levar aos eleitores na próxima disputa presidencial.
Os estrategistas petistas planejam reforçar o histórico recente de união entre Lula e Alckmin como elemento central da campanha. Ao explorar a aliança de antigos rivais, a coordenação pretende contrastar esse perfil com o dos adversários e ressaltar a busca pelo diálogo em oposição ao extremismo político.





