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Tribunal de Justiça do Paraná suspende investigação sobre Tico Kuzma, presidente da Câmara


Da redação

Uma decisão liminar do Tribunal de Justiça do Paraná suspendeu temporariamente uma investigação que tinha como alvo o presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Tico Kuzma (PSD). O vereador era investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, órgão ligado ao Ministério Público, sob suspeita de suposta venda de cargos públicos e prática conhecida como “rachadinha”. A desembargadora Priscilla Placha Sá assinou a liminar em 7 de julho, atendendo pedido da defesa.

Segundo comunicado divulgado pela defesa, a suspensão ocorreu porque “os fatos relatados na denúncia anônima não foram confirmados pelas diligências”. A nota menciona ainda que não teriam sido obtidas “provas mínimas necessárias para justificar medidas graves”, exemplificando com o pedido de quebra de sigilo bancário do parlamentar. A defesa acrescentou que Kuzma “continuará exercendo normalmente suas funções como presidente da Câmara Municipal de Curitiba, colaborando com as autoridades e aguardando, com tranquilidade e confiança, a decisão definitiva da Justiça”.

De acordo com informações do Ministério Público, a investigação veio à tona em 29 de junho, após o início de operação para cumprir 13 mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao vereador e servidores públicos. O Gaeco apreendeu equipamentos eletrônicos, celulares, documentos, anotações e, na casa de um servidor, R$ 37.550 em espécie. A promotora Nicole Pilagalo afirmou que o caso teve início após relato de uma pessoa, há cerca de um ano, sobre possíveis cobranças para obtenção de cargos públicos, no valor aproximado de R$ 3.000, além de relatos de repasse de parte dos salários ao parlamentar.

A Prefeitura de Curitiba declarou, em nota, que está à disposição das autoridades para colaborar com a investigação e que determina o afastamento imediato de servidores envolvidos em eventuais irregularidades, caso sejam confirmadas. Informou ainda que as nomeações para cargos em comissão seguem critérios técnicos e administrativos, e afirmou não tolerar condutas irregulares na administração. O teor detalhado da decisão judicial não foi divulgado, pois o processo segue em sigilo.