Por Alex Blau Blau
Nova etapa da Operação Sem Desconto concentra diligências no Distrito Federal e no Maranhão para apurar possível ocultação de recursos ligados a fraudes em benefícios previdenciários
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (4), uma nova fase da Operação Sem Desconto, ampliando as investigações sobre um suposto esquema de fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Desta vez, a ofensiva tem como foco a apuração de possíveis práticas de lavagem de dinheiro.
Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), agentes federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão. Entre os investigados estão familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o advogado Willer Tomaz.
Segundo a Polícia Federal, a nova etapa foi desencadeada após o avanço das investigações apontar indícios de movimentações financeiras e patrimoniais consideradas atípicas. Os investigadores apuram se pessoas físicas e jurídicas, empresas, contas bancárias de terceiros e operações com dinheiro em espécie teriam sido utilizadas para dificultar o rastreamento da origem dos recursos.
O objetivo das buscas é recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos que possam contribuir para esclarecer o fluxo financeiro, identificar os beneficiários das movimentações e definir o grau de participação de cada investigado.
A Operação Sem Desconto investiga um suposto esquema de descontos irregulares aplicados em benefícios previdenciários. Nesta fase, porém, a apuração está voltada para a possível ocultação e dissimulação de patrimônio decorrente das condutas já investigadas.
Defesa
Em nota, o advogado Willer Tomaz afirmou que a busca realizada em sua residência está relacionada exclusivamente ao fato de ser proprietário da aeronave utilizada pelo senador Weverton Rocha em uma viagem particular já conhecida publicamente.
A defesa sustenta que o empréstimo da aeronave ocorreu em caráter pessoal, sem qualquer vínculo com os fatos investigados, e informou que o advogado permanece à disposição das autoridades para colaborar com os esclarecimentos.
Até a publicação desta reportagem, o senador Weverton Rocha não havia se manifestado publicamente sobre a operação. A investigação prossegue sob a condução da Polícia Federal e supervisão do Supremo Tribunal Federal.





