Da redação
A Argentina vive atualmente um cenário de alívio econômico após registrar mais de 200% de inflação ao ano e taxas de pobreza de 50% durante um período recente de recessão. A avaliação é de Kristalina Georgieva, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), que esteve no país para encontros com autoridades, empresários e representantes da sociedade civil.
Segundo Georgieva, a Argentina alcançou, pela primeira vez em 15 anos, dois anos consecutivos de excedentes fiscais e redução dos índices de pobreza. A inflação anual caiu para 30%, e houve queda nos custos do financiamento soberano. O Banco Central da Argentina iniciou a reconstrução das reservas internacionais.
Georgieva afirma que a política econômica argentina demonstra compromisso com a estabilidade e que essas conquistas resultam da determinação das autoridades e da sociedade. Ela ressalta que a estabilidade macroeconômica é condição fundamental para atrair investimentos, criar empregos e garantir competitividade, sobretudo diante das incertezas globais, tensões geopolíticas e inovações tecnológicas.
A diretora-gerente do FMI destaca que o sucesso argentino será comprovado não apenas pela inflação mais baixa ou reservas reforçadas, mas pela criação de melhores empregos, salários mais altos e ampliação dos benefícios do crescimento à população. Para ela, o principal desafio do país será sustentar a estabilidade e fortalecer as instituições para garantir prosperidade de longo prazo.





