Da redação
A Anti Status Quo Companhia de Dança realiza 12 apresentações gratuitas da obra “Microutopias Cotidianas Aglutinantes do Lugar” no Centro de Dança do Distrito Federal, com sessões direcionadas ao público em geral e versões concebidas especialmente para pessoas com deficiência visual. Além dos espetáculos, o projeto inclui debates, oficina com interpretação em Libras e residência artística, conforme informações da companhia.
A proposta da companhia transforma a cidade em protagonista, conduzindo o público por trajetos a pé por setores urbanos como o Bancário Norte e Hoteleiro Norte, integrando dança contemporânea, intervenção urbana, fotografia, cinema e artes visuais. Nesta temporada, pessoas com deficiência visual vivenciam a experiência acompanhadas por um performer, em interação individualizada, resultado de consultoria especializada de Kleymara Kopavnick e Denise Melo.
Segundo a diretora e coreógrafa Luciana Lara, cada edição da obra implica um novo mapeamento sensível e a reinvenção dos percursos, pois “toda vez que este trabalho é apresentado, passa por um novo processo de criação, pois ele tem como base um mapeamento sensível de uma caminhada pela cidade e toda cidade está em contínua transformação”. Lara afirma que pesquisar formas alternativas de percepção “não só amplia nossa capacidade sensória como expande nossa capacidade de relação com o outro”.
Fundada em 1988, a Anti Status Quo Companhia de Dança é reconhecida pelo diálogo entre dança contemporânea e outras linguagens artísticas, além do desenvolvimento de projetos de formação e intercâmbio. Ao longo de sua trajetória, construiu repertório autoral, com intervenções urbanas, performances, residências e parcerias com artistas profissionais, consolidando-se como referência na pesquisa entre corpo, cidade e percepção do espaço urbano.





